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SISTEMA JURÍDICO DE PREVENÇÃO E REPRESSÃO, ENFRENTAMENTO E ACOLHIMENTO ÀS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

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Sobre o curso

A constante evolução legislativa e jurisprudencial em matéria de violência contra a mulher exige atualização permanente dos profissionais que integram o Sistema de Justiça, a Segurança Pública e as redes de proteção. A formação propõe abordagem jurídica e interdisciplinar, articulando parâmetros nacionais e interamericanos com situações concretas de atendimento, avaliação de risco, proteção, investigação e produção de prova. Especial atenção é conferida à violência psicológica, frequentemente sutil e naturalizada, e ao IAVP como instrumento de apoio à identificação de condutas e de indicadores de dano emocional.

 Este projeto de Formação e Capacitação apresenta proposta técnica e programática que engloba a perspectiva psicossocial a ser tratada no curso Sistema Jurídico de Prevenção e Repressão à Violência contra a Mulher.

Objetivos

Capacitar os participantes para compreender, identificar e aplicar, de forma integrada e prática, os marcos normativos, jurisprudenciais e interdisciplinares de prevenção, proteção e enfrentamento da violência contra a mulher, com especial atenção à atuação policial, às Medidas Protetivas de Urgência, à violência psicológica e à utilização do IAVP.

 Promover o conhecimento e sensibilização dos profissionais que atuam direta e indiretamente com casos de violência contra mulheres, para que entendam a importância de um atendimento especializado e humanizado;

·         Ampliar conhecimentos quanto ao atendimento não revitimizante e que não configure violência institucional durante investigação, perícia e demais andamentos processuais no Sistema de Segurança Pública e no Sistema de Justiça,

·         Compreender a importância das políticas de enfrentamento à violência e da articulação e atuação em rede;

·         Refletir e construir recursos para escuta ativa e atendimento qualificado às mulheres em situação de violência;

 

·         Desenvolver habilidades para que saibam identificar, atender e conduzir de forma adequada casos de violência.

·         Fortalecer atitudes para que prestem um atendimento sob a perspetiva de gênero e de direitos humanos. 

Público-alvo

 Agentes e servidores públicos, profissionais da rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar e demais pessoas que atuem na prevenção, identificação, acolhimento, proteção, atendimento e enfrentamento da violência contra a mulher, especialmente:

·         Sistema de Justiça: magistrados(as), membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e advogados(as).

·         Segurança Pública: delegados(as) de Polícia, policiais e demais profissionais da segurança pública.

·         Rede de proteção e atendimento: profissionais que atuam no acolhimento, atendimento, encaminhamento e proteção das mulheres em situação de violência.

·         Políticas públicas e serviços essenciais: profissionais das áreas de assistência social, saúde, educação, direitos humanos e políticas públicas.

·         Administração e gestão pública: gestores(as), agentes e servidores(as) públicos(as).

·         Prevenção e integridade institucional: profissionais das áreas de recursos humanos, corregedorias, ouvidorias e integridade.

·         Participação e controle social: integrantes de conselhos e organizações da sociedade civil.

·         Demais profissionais cujas atribuições estejam relacionadas à prevenção, identificação, acolhimento, proteção ou enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Metodologia

Os conteúdos não devem ser considerados um fim em si mesmo, mas ferramentas que possibilitem refletir, intencionalmente, sobre a prática dos(as) profissional e as possibilidades de intervenção na realidade. Nesse contexto, as técnicas selecionadas para o desenvolvimento dos conteúdos incluem:·         Aula expositiva e dialogada.

·         Leitura orientada da legislação e de precedentes selecionados;

·         Análise de situações práticas e debate guiado;

·         Estudos de casos interdisciplinares;

·         Simulação de aplicação e preenchimento do IAVP;

·         Discussão sobre atuação policial, avaliação de risco, proteção e preservação de prova;

·         Síntese coletiva ao final de cada dia;   

·         Exibição de vídeos;

·         Discussão de exemplos e casos práticos.

Conteúdo Programático

MÓDULO I - Drª Valéria Diez Scarance Fernandes 


1.1. Convenção de Belém do Pará e jurisprudência interamericana:

·         Violência contra a mulher como violação de direitos humanos.

·         Conceito de violência baseada no gênero e proteção nos espaços público e privado.

·         Violência física, sexual e psicológica na perspectiva interamericana.

·         Deveres estatais de prevenção, proteção, investigação, responsabilização e reparação; devida diligência.

·         Estereótipos de gênero, discriminação institucional, revitimização e acesso à Justiça.

·         Jurisprudência da Comissão e da Corte Interamericanas de Direitos Humanos, com análise de casos paradigmáticos envolvendo o Brasil.

1.2. Lei Maria da Penha: incidência, formas de violência e atualizações de 2026:

·         Âmbito de incidência da Lei nº 11.340/2006 e violência baseada no gênero.

·         Formas de violência previstas no art. 7º.

·         Lei nº 15.384/2026: violência vicária como modalidade expressamente prevista e vicaricídio (art. 121-B do Código Penal).

·         Situações limítrofes: relações familiares e afetivas, convivência, vizinhança, relações comerciais e outros vínculos.

·         Estudos de casos de incidência e não incidência da Lei Maria da Penha.

1.3. Violência psicológica e IAVP:

·         Conceito e características da violência psicológica; formas explícitas e sutis de controle, manipulação, humilhação, isolamento, vigilância, perseguição, ridicularização e limitação da autodeterminação.

·         Comunicação perversa, naturalização da violência e vieses de gênero.

·         Art. 147-B do Código Penal.

·         Dano emocional e dano psíquico: distinções conceituais e repercussões práticas.

·         IAVP – Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica: origem, construção interdisciplinar, finalidade e estrutura.

·         Condutas e indicadores de dano emocional; manual, critérios de preenchimento, sigilo, escuta qualificada e ambiente adequado.

·         Aplicação prática do IAVP e simulação de preenchimento em estudo de caso.

1.4. Atuação policial, risco, afastamento e monitoramento eletrônico:

·         Atendimento à mulher em situação de violência e avaliação da situação de risco.

·         Arts. 12-C e 12-D da Lei Maria da Penha.

·         Lei nº 15.411/2026: ampliação das situações de risco consideradas para o afastamento imediato do agressor.

·         Lei nº 15.383/2026: monitoramento eletrônico do agressor, hipóteses de aplicação e atribuições da autoridade policial.

·         Providências imediatas, registros institucionais e preservação de elementos probatórios.

1.5. Representação e retratação:

·         Art. 16 da Lei Maria da Penha e audiência de retratação.

·         Alterações promovidas pela Lei nº 15.380/2026.

·         Lei nº 15.438/2026: ampliação para 12 meses do prazo para exercício do direito de queixa ou representação nos crimes praticados em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

·         Repercussões práticas para a atuação policial e para o Sistema de Justiça.

1.6. Medidas Protetivas de Urgência – Tema 1.412/STF:

·         Natureza, finalidade, cabimento e avaliação concreta da situação de risco.

·         ARE 1.537.713 – Tema 1.412 da Repercussão Geral/STF, julgado em 19/08/2026.

·         Aplicação das MPUs a toda forma de violência contra a mulher baseada no gênero, independentemente de ocorrência no âmbito doméstico, familiar ou em relação íntima de afeto.

·         Apreciação da MPU apresentada a juízo materialmente incompetente diante de risco imediato, com posterior encaminhamento ao juízo competente.

·         Violência política contra a mulher e competência da Justiça Eleitoral.

·         Concessão de medidas protetivas por delegados de polícia ou agentes policiais nas situações de urgência, nos termos definidos pelo STF, e ADI 6.138.

1.7. Prova e aplicação prática:

·         Palavra da vítima e elementos de corroboração.

·         Testemunhas, prontuários, mensagens, prints, áudios, vídeos, registros digitais e outros elementos probatórios.

·         Preservação da prova e documentação das providências adotadas.

·         Estudos de casos envolvendo avaliação de risco, violência psicológica, violência vicária, afastamento, monitoramento eletrônico e medidas protetivas.

·         Definição das providências cabíveis pela autoridade policial e articulação com a rede de proteção.

. Metodologia:

·         Aula expositiva e dialogada.

·         Leitura orientada da legislação e de precedentes selecionados.

·         Análise de situações práticas e debate guiado.

·         Estudos de casos interdisciplinares.

·         Simulação de aplicação e preenchimento do IAVP.

·         Discussão sobre atuação policial, avaliação de risco, proteção e preservação de prova.

·         Síntese coletiva ao final de cada dia.

 

MÓDULO II - Dra. Maisa Campos Guimarães


2.1- Dispositivos de gênero, subjetividades e emocionalidades articulados às discussões no campo da violência contra mulheres;

 

2.2- Especificidades do atendimento às mulheres em suas diversidades, a partir do conceito de interseccionalidade no contexto sócio-histórico brasileiro;

 

2.3- Acolhimento qualificado e atuação humanizada e integrada dos agentes de segurança pública e demais agentes públicos;

 

2.4- Escuta ativa, articulação em rede e respostas interinstitucionais em consideração a complexidade do fenômeno da violência de gênero contra mulheres;

 

2.5- Masculinidades e dispositivo da eficácia: violências e desigualdades de poder;

 

2.6- Políticas públicas de proteção integral às mulheres: transversalidade de gênero, capilaridade e territorialidade na construção e atuação em rede. 

Palestrantes

Drª Valéria Diez Scarance Fernandes – Promotora de Justiça - MPSP

Coordenadora do Núcleo de Gênero, Mestre e Doutora em Processo Penal pela PUC-SP. Especialista em Vitimologia pela Inter University Centre (IUC), Dubrovnik. Em 2013, representou o Ministério Público do Brasil junto à ONU em Bangkok, ocasião em que se aprovou um Manual para Atuação em Processos de Violência contra Mulheres. Em 2014, foi convidada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para participar do programa de intercâmbio Combating Domestic Violence. Pesquisadora da temática de Gênero, Violência contra Mulheres e Feminicídio. Promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Primeira Secretária Executiva do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar (GEVID-MPSP). Terceira Coordenadora Nacional da COPEVID-CNPG/GNDH. Professora da PUC-SP. Palestrante nacional e internacional. Autora de artigos e livros.

Dra. Maisa Campos Guimarães Psicóloga, Servidora Pública e Pesquisadora em Gênero e Saúde Mental.

Doutora em Psicologia Clínica e Cultura (UnB): Sua tese e pesquisas focam na leitura psicodinâmica de fenômenos relacionais (como o ciúme) sob o recorte de gênero. Mestra em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde (UnB). Sua dissertação e pesquisa focam na formação profissional e pessoal para lidar com questões relacionadas à gênero e à violência doméstica. Pós-Graduada latu sensu em Terapia Familiar e de Casais pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Experiência em Políticas Públicas: Atuou por 3 anos na gestão de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher no Governo do Distrito Federal. Elaboração de protocolos e contribuição no desenvolvimento de ações voltadas para homens e mulheres visando equidade de gênero. Atuação profissional como Facilitadora de Grupos Reflexivos de Homens e de Mulheres, desde 2010, no Programa Núcleo de Atendimento à Família e Autores de Violência Doméstica (NAFAVD-GDF), atualmente nomeado Espaço Acolher. Desenvolve atendimento psicossocial a homens denunciados pela Lei Maria da Penha e a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Reconhecimento em Moção de Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal pelos relevantes serviços prestados ao DF no Programa Espaço Acolher. Experiência em Psicologia Clínica: experiência clínica com foco em Psicanálise e Gênero com escuta especializada em gênero, violências contra mulheres, masculinidades e desenvolvimento humano.

Data

22 de Outubro a 23 de Outubro

Horário

08h:30 às 17h30

Local

HOTEL SHERATON VITÓRIA/ES, Av. Saturnino De Brito Avenue 217 - Praia do Canto, Vitória - ES, 29055-095 VITÓRIA/ES

Carga horária

16 horas

Investimento

R$ R$ 4.990,00

por participante

Condições especiais para grupos

Inclusos

  • INVESTIMENTO:

    R$ 4.990,00 por participante

    Inclusos: Inscrição; Material didático (apostila slides impressa) e de apoio (mochila, bloco de anotações e canetas); Certificado digital; 02 Almoços e 04 Coffee breaks.

     

    FORMA DE PAGAMENTO:

    O pagamento da inscrição deverá ser efetuado, em parcela única, através de deposito, transferência bancária, DOC ou Pix em favor do Instituto Tríade Capacitação e Consultoria Ltda - CNPJ: 36.900.945/0001-07.

    A inscrição será confirmada mediante envio da Nota de Empenho, ordem de serviço, comprovante de depósito ou transferência bancária para o endereço de email: cursos@triadecapacitacao.com.br em até 10 (dez) dias corridos antes da data início do curso.

    BANCO CREDENCIADO:

    Banco SICOOB: 756 – Agência: 3010 – C/C: 150416-9

    Chave PIX (CNPJ): 36900945000107

    OBSERVAÇÕES:

    1)   Do Adiamento/Cancelamento do CURSO:

    O Instituto Tríade Capacitação e Consultoria se reserva no direito de adiar ou cancelar seus cursos em até 05 (cinco) dias antes da data prevista, caso o número mínimo de inscritos não seja atingido e formalizará o cancelamento via e-mail e telefone do aluno(a) inscrito.

    2)   Política de Cancelamento da INSCRIÇÃO:

    Pedidos de cancelamento de inscrição somente serão aceitos em até 05 (cinco) dias antes da data do curso/evento. O reembolso será integral, caso o valor tenha sido pago.

    3) Para participantes com aquisição de passagens aéreas e hospedagem: pedimos a gentileza em aguardar a  confirmação do curso antes das reservas.

     

    INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:

    www.triadecapacitacao.com.br

    27 99954-2946 

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empenho

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